___________________________
Rua Sorocaba 800, CEP 22271-100, Botafogo, Rio de Janeiro, Brasil.
Tel. (55) (21)2266-6465 (aberto - de 2ª f. à 6ª f. das 13h às 17h30)
Vídeo - aqui no Blog: Nise da Silveira - entrevista - dia 26 fevereiro 2012. Do mundo Caralâmpia à Emoção de Lidar (Parte I)
A Casa se sustenta de doações, mãos generosas. Somos gratos. Doações:
CASA DAS PALMEIRAS - CNPJ 33.808.486/0001-48
Banco Itaú - Agência 9161 - Conta 09906-5
______________________________________________
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Colaboradoras no Floral
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Um olhar sobre Jung
O Grupo de Estudos C. G. Jung
Fundado por Nise da Silveira – 1955.
Registrado em 1968, atuante até hoje, 2010.
Convida para a Palestra de
Dr.Cesar Parga
Um olhar sobre Jung
Dia: 1 de setembrode 2010 – (4ª feira)
das 19h. às 21h.
na
Casa das Palmeiras
Rua Sorocaba, 800
- Botafogo
Inf.: Tel. 2266-6465 ou 2242-9341
Aberto ao público
Todos estão convidados:filósofos,artistas,físicos, matemáticos, psicólogos, arquitetos,pessoas do lar, poetas livres, estudantes ou profissionais de qualquer área do saber.
Tragam amigos e amigas para um encontro com Jung
________________________
Dr. Cesar Parga é médico terapeuta:
Psicologia Analítica de Jung.
Profundo estudioso da Obra de Jung por muitos anos
Participou do Grupo C. G. Jung
junto com Nise da Silveira nos anos 70/80.
Fundado por Nise da Silveira – 1955.
Registrado em 1968, atuante até hoje, 2010.
Convida para a Palestra de
Dr.Cesar Parga
Um olhar sobre Jung
Dia: 1 de setembrode 2010 – (4ª feira)
das 19h. às 21h.
na
Casa das Palmeiras
Rua Sorocaba, 800
- Botafogo
Inf.: Tel. 2266-6465 ou 2242-9341
Aberto ao público
Todos estão convidados:filósofos,artistas,físicos, matemáticos, psicólogos, arquitetos,pessoas do lar, poetas livres, estudantes ou profissionais de qualquer área do saber.
Tragam amigos e amigas para um encontro com Jung
________________________
Dr. Cesar Parga é médico terapeuta:
Psicologia Analítica de Jung.
Profundo estudioso da Obra de Jung por muitos anos
Participou do Grupo C. G. Jung
junto com Nise da Silveira nos anos 70/80.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Contos de Fada como atividade terapêutica
A atividade de Contos de Fada acontece regularmente, desde 1986, atualmente, às quintas-feiras na grande sala da Casa das Palmeiras, no 1º andar e conta com a participação de muitos clientes atentos à narrativa da contadora de histórias tradicionais do imaginário popular do todos os povos.
Este trabalho é planejado por colaboradores específicos que tem a responsabilidade de selecionar o Conto apropriado aos anseios e as dificuldades dos clientes. Narrar os Contos tomando como base a história escolhida, observar atentamente e anotar todos as reações, movimentos, olhares e falas que possam ocorrer por serem significativas. Tudo é recurso para se apreender o processo de reorganização emocional e mental, o progresso de cada cliente.
Inicia-se esta atividade com a contação do Conto; voz suave, nada monocórdica e sim melódica, sem exageros. Terminado o contar da história passamos para um breve tempo de uns minutos de silêncio onde nos olhamos afetuosamente e em seguida a narradora faz algumas perguntas com cuidados e naturalidade, a alguns dos ouvintes, como por exemplo: O que você (...) mais gostou? Como era o chapéu do príncipe? O castelo como era? A carruagem era de que tamanho? A floresta, como vêem a floresta? E a casa do camponês? O anel cheio de pedras preciosas, quais pedras? O que não gostou na história? A ranzinha era de que cor? Como você (...) vê o cavalo? Tudo de acordo com a história narrada. Consciente e inconsciente se aproximam com as realidades do mundo imaginário
Outra maneira de se trabalhar nesta atividade é motivar o mundo das imagens através das produções plásticas oferecendo material como papéis, lápis de cera ou lápis de cor. A produção criadora é sempre espontânea; desenha-se o que se tenha vontade, embora possamos sugerir algum motivo especial como o castelo do rei ou um animalzinho que tenha aparecido numa das histórias. Nada deve ser imposto, apenas sugerir quando se percebe dificuldades para expressar a imaginação.
A escolha das histórias é sempre muito cuidadosa já que se está visando trabalhar com pessoas portadoras de estados emocionais com gravíssimas alterações psíquicas. Não é qualquer história que deva ser contada. Os Contos escolhidos são relatados de histórias que pertencem à tradição oral do imaginário popular, e que na sua estrutura possamos encontrar símbolos e fatos que toquem o inconsciente dos ouvintes em geral.
Há uma preferência, orientada por Dra. Nise da Silveira, de que terapeuticamente as histórias escolhidas devam pertencem à coleção dos Irmãos Grimm, em razão de conterem em si conteúdos de aproximação entre consciente e inconsciente, reveladores de estados internos e externos. O que encontramos, também, nos contos do folclore brasileiro, em especial as histórias de encantamento de Câmara Cascudo. São narradas histórias dos nossos índios brasileiros e, também, contos de outros povos como os europeus, americanos, orientais e/ou africanos.
Em ocasiões específicas os clientes são convidados a serem os autores de suas estórias. Á partir de um tema proposto, lhes é sugerido que juntos, criem um corpo e um final para o conto. O mediador que preferencialmente será um colaborador da Casa fica responsável para coordenar a junção desses fragmentos até que se tenha uma estória com princípio, meio e fim. Dá-se então a atividade de Conto Coletivo.
Foi nesse ambiente que C., freqüentadora assídua da atividade de Contos de Fada, mas que aparentemente não demonstrava qualquer interesse pela atividade, e que depois de um ano, resolveu pedir uma história de “um príncipe encantado”. Ficou resolvido então, que “A princesa e a bola de ouro” (Irmãos Grimm) era o conto que mais se adequava ao pedido da cliente. Após ouvi-lo atentamente, C., para a surpresa de muitos, resolveu comentá-lo com muita propriedade e ênfase em alguns aspectos muito importantes para ela. Esse comportamento vem se repetindo desde então, dando pistas relevantes para colaboradores e estagiários.
Este trabalho é planejado por colaboradores específicos que tem a responsabilidade de selecionar o Conto apropriado aos anseios e as dificuldades dos clientes. Narrar os Contos tomando como base a história escolhida, observar atentamente e anotar todos as reações, movimentos, olhares e falas que possam ocorrer por serem significativas. Tudo é recurso para se apreender o processo de reorganização emocional e mental, o progresso de cada cliente.
Inicia-se esta atividade com a contação do Conto; voz suave, nada monocórdica e sim melódica, sem exageros. Terminado o contar da história passamos para um breve tempo de uns minutos de silêncio onde nos olhamos afetuosamente e em seguida a narradora faz algumas perguntas com cuidados e naturalidade, a alguns dos ouvintes, como por exemplo: O que você (...) mais gostou? Como era o chapéu do príncipe? O castelo como era? A carruagem era de que tamanho? A floresta, como vêem a floresta? E a casa do camponês? O anel cheio de pedras preciosas, quais pedras? O que não gostou na história? A ranzinha era de que cor? Como você (...) vê o cavalo? Tudo de acordo com a história narrada. Consciente e inconsciente se aproximam com as realidades do mundo imaginário
Outra maneira de se trabalhar nesta atividade é motivar o mundo das imagens através das produções plásticas oferecendo material como papéis, lápis de cera ou lápis de cor. A produção criadora é sempre espontânea; desenha-se o que se tenha vontade, embora possamos sugerir algum motivo especial como o castelo do rei ou um animalzinho que tenha aparecido numa das histórias. Nada deve ser imposto, apenas sugerir quando se percebe dificuldades para expressar a imaginação.
A escolha das histórias é sempre muito cuidadosa já que se está visando trabalhar com pessoas portadoras de estados emocionais com gravíssimas alterações psíquicas. Não é qualquer história que deva ser contada. Os Contos escolhidos são relatados de histórias que pertencem à tradição oral do imaginário popular, e que na sua estrutura possamos encontrar símbolos e fatos que toquem o inconsciente dos ouvintes em geral.
Há uma preferência, orientada por Dra. Nise da Silveira, de que terapeuticamente as histórias escolhidas devam pertencem à coleção dos Irmãos Grimm, em razão de conterem em si conteúdos de aproximação entre consciente e inconsciente, reveladores de estados internos e externos. O que encontramos, também, nos contos do folclore brasileiro, em especial as histórias de encantamento de Câmara Cascudo. São narradas histórias dos nossos índios brasileiros e, também, contos de outros povos como os europeus, americanos, orientais e/ou africanos.
Em ocasiões específicas os clientes são convidados a serem os autores de suas estórias. Á partir de um tema proposto, lhes é sugerido que juntos, criem um corpo e um final para o conto. O mediador que preferencialmente será um colaborador da Casa fica responsável para coordenar a junção desses fragmentos até que se tenha uma estória com princípio, meio e fim. Dá-se então a atividade de Conto Coletivo.
Foi nesse ambiente que C., freqüentadora assídua da atividade de Contos de Fada, mas que aparentemente não demonstrava qualquer interesse pela atividade, e que depois de um ano, resolveu pedir uma história de “um príncipe encantado”. Ficou resolvido então, que “A princesa e a bola de ouro” (Irmãos Grimm) era o conto que mais se adequava ao pedido da cliente. Após ouvi-lo atentamente, C., para a surpresa de muitos, resolveu comentá-lo com muita propriedade e ênfase em alguns aspectos muito importantes para ela. Esse comportamento vem se repetindo desde então, dando pistas relevantes para colaboradores e estagiários.
_____________________________________________________
terça-feira, 3 de agosto de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
Carl Gustav Jung
Jung nasceu a 26 de julho de 1875, numa aldeia em Kesswil, cantão da Turgovia, Suiça.
Dr. Edgar Tavares na Casa das Palmeiras lembrou na tarde de ontem, 26 de julho, o nascimento de Jung há 135 anos. E da importância de seu pensamento para a vida e obra de Dra. Nise da Silveira, assim com a sua contribuição cultural para a Casa das Palmeiras.
Para comemorar, um pouco de Jung:
“Nenhum valor psíquico pode desaparecer sem que seja substituído por outro”
“Rigorosamente falando, o princípio espiritual não entra em colisão com o instinto, mas com a instintividade cega na qual se manifesta predominância injustificada da natureza instintiva em relação ao espiritual. O espiritual também se apresenta na vida psíquica como um instinto, mesmo como uma paixão ou, segundo disse Nietzche, ‘como um fogo devorador’. Não se deriva de qualquer outro instinto, mas é um princípio sui generis, uma forma específica e necessária da força instintiva”.
“O símbolo não traz explicações; impulsiona para além de si mesmo na direção de um sentido ainda distante, inapreensível, obscuramente pressentido e que nenhuma palavra de língua falada poderia exprimir de maneira satisfatória”.
Nise da Silveira - Jung Vida e Obra, Paz e Terra, SP, 2003.
“Mandala (sânscrito) significa círculo, e mais especialmente, círculo mágico, As mandalas não se difundiram só em todo Oriente, mas também existe entre nós;foram representadas abundantemente, na Idade Média. São numerosas no início da idade média no mundo cristão; muitas delas tem o Cristo no centro e os quatro evangelistas ou seus símbolos nos quatro pontos cardeais. Esta concepção deve ser muito antiga, uma vez que entre as egípcios Horus era representado do mesmo modo, com seus quatro filhos” .
Memórias, Sonhos e Reflexões - Editora Nova Fronteira, RJ, 1975.
____________________________
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Ateliê de Artes Aplicadas
O Setor de Artes Aplicadas utiliza como instrumentos as atividades de crochê, tricô, tapeçaria, confecção de bijuterias, tear, costura, bordados, entre outros. Através dessas práticas, o cliente cria, transforma, dá forma, constrói, destrói, elabora, planeja tudo aquilo que sua imaginação lhe permitir. Este setor funciona diariamente a partir de 13 horas e conta com a participação de duas monitoras que se alternam durante a semana e têm como funções principais, convidar, estimular e auxiliar o cliente em seus objetivos, observando sua caminhada nesse processo criativo sem nele interferir, exceto quando lhe é solicitado.
A freqüência nesse atelier não se limita a clientes do sexo feminino; muitos homens também participam das atividades de tapeçaria, bijuterias, retalhos e até mesmo o tricô. Dentre esses freqüentadores, que são em média 10, podemos destacar quatro (4) que comparecem assiduamente ao local e outros que, mesmo sem conhecer técnicas de manuseio de agulhas ou linhas, dão forma às suas imagens internas.
Certa vez, uma cliente, após exasperar-se com um estagiário com o qual tinha uma relação de afeto muito particular, sentindo-se arrependida desejou realizar algum trabalho. Pediu a uma colaboradora que lhe auxiliasse na confecção de um pequeno lenço, pretendia fazer uma borda de crochê e alguns bordados. Iniciou seu trabalho de maneira muito caprichosa como tudo o que faz e, ao longo de sua atividade, foi elaborando não apenas o trabalho, mas também seus sentimentos. Resolveu que não seria mais um lenço, mas sim um travesseiro e nele deveria conter desenhos e uma frase com o nome do estagiário e em seguida a expressão – Eu te amo – que, segundo ela, significaria seu pedido de desculpas pelo que havia acontecido. Dessa maneira, G. conseguiu não só realizar um lindo trabalho, também organizou seus sentimentos em relação ao rapaz e ao que havia provocado. Encontrou uma maneira criativa e carregada de sentido, para expressar seus sinceros pedidos de desculpas.
Outra cliente que freqüenta o atelier assiduamente e nele confecciona sempre muitos cachecóis e mantas de tricô, diz que os faz porque em uma época específica de sua vida, sentiu muito frio. Hoje em dia declara ainda sentir muito frio, mesmo que o dia esteja ensolarado e quente. Já o cliente B., retornou ao setor de artes aplicadas depois de longo período afastado, dizendo que queria fazer um trabalho todo branco para simbolizar “sua paz interior”, pediu também uma caixa nova (toda branca) e que nela fosse colocado seu último nome, J.
É importante que cada monitor possa observar cuidadosamente o ritmo dos usuários desse atelier, pois ali não se visa o resultado final, mas o processo de criação durante o qual coisas significativas podem ser reveladas. Todas as observações são devidamente anotadas, relatadas e discutidas no final do expediente com a equipe técnica.
Foi nesse setor que surgiu, anos atrás, a expressão adotada por Doutora Nise da Silveira para
designar o trabalho realizado pelos clientes. Não se tratava apenas de Terapêutica Ocupacional,
mas sim, Emoção de Lidar, termo criado pelo cliente L.C. ao terminar a confecção de um gato com lãs e tecido macio. O setor de Artes Aplicadas, através de seus retalhos de variados padrões, linhas e lãs de muitas cores e texturas, seus botões e paetês com brilhos furta-cor combinados com um ambiente repleto de afeto e respeito ao próximo, apelam diretamente ao potencial criativo de cada um de seus participantes que, sem economizar em suas emoções, tecem aos poucos um psiquismo mais organizado.
Texto/ 2009 - Rose Ruperti, CRP. 5/25275 – ex-colaboradora.
A freqüência nesse atelier não se limita a clientes do sexo feminino; muitos homens também participam das atividades de tapeçaria, bijuterias, retalhos e até mesmo o tricô. Dentre esses freqüentadores, que são em média 10, podemos destacar quatro (4) que comparecem assiduamente ao local e outros que, mesmo sem conhecer técnicas de manuseio de agulhas ou linhas, dão forma às suas imagens internas.
Certa vez, uma cliente, após exasperar-se com um estagiário com o qual tinha uma relação de afeto muito particular, sentindo-se arrependida desejou realizar algum trabalho. Pediu a uma colaboradora que lhe auxiliasse na confecção de um pequeno lenço, pretendia fazer uma borda de crochê e alguns bordados. Iniciou seu trabalho de maneira muito caprichosa como tudo o que faz e, ao longo de sua atividade, foi elaborando não apenas o trabalho, mas também seus sentimentos. Resolveu que não seria mais um lenço, mas sim um travesseiro e nele deveria conter desenhos e uma frase com o nome do estagiário e em seguida a expressão – Eu te amo – que, segundo ela, significaria seu pedido de desculpas pelo que havia acontecido. Dessa maneira, G. conseguiu não só realizar um lindo trabalho, também organizou seus sentimentos em relação ao rapaz e ao que havia provocado. Encontrou uma maneira criativa e carregada de sentido, para expressar seus sinceros pedidos de desculpas.
Outra cliente que freqüenta o atelier assiduamente e nele confecciona sempre muitos cachecóis e mantas de tricô, diz que os faz porque em uma época específica de sua vida, sentiu muito frio. Hoje em dia declara ainda sentir muito frio, mesmo que o dia esteja ensolarado e quente. Já o cliente B., retornou ao setor de artes aplicadas depois de longo período afastado, dizendo que queria fazer um trabalho todo branco para simbolizar “sua paz interior”, pediu também uma caixa nova (toda branca) e que nela fosse colocado seu último nome, J.
É importante que cada monitor possa observar cuidadosamente o ritmo dos usuários desse atelier, pois ali não se visa o resultado final, mas o processo de criação durante o qual coisas significativas podem ser reveladas. Todas as observações são devidamente anotadas, relatadas e discutidas no final do expediente com a equipe técnica.
Foi nesse setor que surgiu, anos atrás, a expressão adotada por Doutora Nise da Silveira para
designar o trabalho realizado pelos clientes. Não se tratava apenas de Terapêutica Ocupacional,
mas sim, Emoção de Lidar, termo criado pelo cliente L.C. ao terminar a confecção de um gato com lãs e tecido macio. O setor de Artes Aplicadas, através de seus retalhos de variados padrões, linhas e lãs de muitas cores e texturas, seus botões e paetês com brilhos furta-cor combinados com um ambiente repleto de afeto e respeito ao próximo, apelam diretamente ao potencial criativo de cada um de seus participantes que, sem economizar em suas emoções, tecem aos poucos um psiquismo mais organizado.
Texto/ 2009 - Rose Ruperti, CRP. 5/25275 – ex-colaboradora.
_________________________________
terça-feira, 6 de julho de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)
