Rua Sorocaba 800, CEP 22271-100, Botafogo, Rio de Janeiro, Brasil.

domingo, 29 de novembro de 2009

Imagens do inconsciente

Acervo da Casa das Palmeiras

Desenhos de Jair - técnica mista - lápis cera, pastel, grafite - 24 x 38 - 1987, 1989
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ciclo de Palestras

Centro Cultural Laurinda Santos Lobo

Conversa informal sobre as atividades plásticas

na Casa das Palmeiras
- Pequeno território livre de criatividade, estudo e pesquisa -

Expressões Plásticas no tratamento terapêutico.

Com Vanessa Ferreira e Martha Pires Ferreira

Haverá mostra em CD de trabalhos realizados em vários ateliês e oficinas criativas.

Dia 27, sexta-feira às 20h – aberta ao público.

Local:
Rua Mote Alegre, 306 / Santa Teresa
Bondinho ou ônibus 214 - Paula Matos

Informações tel 2242-9741 (Centro Cultural)
e 2266-6465 (Casa das Palmeiras)
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domingo, 15 de novembro de 2009

Ateliê de Colagem


O Ateliê de Colagem está à disposição dos clientes na Casa das Palmeiras de segunda à sexta-feira sempre das 13h00 às 15h30. Geralmente é neste horário que esta atividade está ativada. Este espaço de criação encontra-se numa ampla sala do 2º andar do prédio onde estão à disposição dos clientes folhas de papel branco ou de cores, papéis fantasia, tesouras para os recortes, cola polar, lápis de cera, lápis de cor. Os clientes utilizam ainda para expressar suas idéias e emoções papeis de revistas com variadas imagens; paisagens, pessoas, objetos, animais e mesmo frases de reportagens. Este Ateliê de corte e colagem cria condições para que cada um possa executar seus próprios trabalhos e experimente cada vez mais as várias possibilidades que as imagens, as cores, a composição em geral toque em seu universo pessoal deixando-o satisfeito e feliz com a criação. Importante é deixar que cada um realize seu trabalho com liberdade de expressão.
O Ateliê costuma receber em torno de quatro a sete clientes por dia. Os mais assíduos aparecem com certa freqüência. Por vezes acontece que alguns não conseguem realizar alguma atividade; apenas manuseiam o material, observam as imagens das revistas. Os trabalhos de corte e colagem constituem mais uma porta para a reorganização do mundo interno e externo, assim como para a reintegração da convivência social. Muitas vezes manuseando as revistas os clientes fazem perguntas sobre fatos importantes que estão acontecendo na vida em sociedade e colocam no papel observações das impressões vividas. Por vezes reclamam, expressam emoções transmitindo ansiedade. Recortar quadrados, triângulos, círculos ou retângulos de uma folha lisa colorida ou de tipo fantasia pode ser um esforço muito grande para um ou mais cliente. Cada um com suas tensões próprias descobre o que suas emoções solicitam. As relações com os materiais interagem na vida emocional e psíquica propiciando, geralmente, satisfação e prazer.
Este Ateliê em tempos de festas comemorativas da Casa é muito procurado e ativado para a realização de Cartões personalizados. Isto ocorre para as Festas de Carnaval (quando fazem, também, os enfeites), Páscoa, São João - Junina (as bandeirinhas), Primavera (as flores) e Natal (o Presépio e os enfeites). Os Cartões são convites para as famílias e amigos comparecerem às Festas. Os enfeites para as festas são realizados e guardados neste Ateliê quando todos juntos dias antes da festa, com auxílio das estagiárias e dos estagiários, enfeitam a Casa como desejarem. Cada um colabora a seu modo com espontaneidade.
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Nise da Silveira > 1905 - 30/10/1999



Três desenhos a guache - criação plástica - acervo da Casa das Palmeiras

O Tema Mítico do Deus Sol

Nise da Silveira – Eternas saudades!
Imagens do Inconsciente, p. 315
– 1981, Alhambra, RJ.

O sol simboliza, na psicologia junguiana, ‘o ego e seu campo de consciência’. A personificação do ego sob a forma do ‘corpo refulgente do sol’ decorre de ser o ego o ponto de referência central da consciência e de sua função criadora do mundo como objeto (Jung, C. G. – C. W. , 14, 108). É assim que o sol, direta ou indiretamente, está presente em múltiplas versões do mito do herói, quando esta, depois de vencer os monstros das travas, saindo de uma condição de semi-inconsciência, consegue trazer a realidade para a luz da consciência, recriando o mundo.
No mesmo sentido pesa a opinião de Mircea Eliade que afirma a existência de paralelismo entre hierofanias solares e o desenvolvimento do racionalismo. Somente no Egito, onde floresceu uma alta civilização, o culto do sol propriamente dito alcançou verdadeira predominância. E na América, foi no Peru e no México, isto é, entre os únicos povos desse continente que atingiram autêntica organização política, que o culto do Sol chegou ao apogeu. Teria havido, pois, concordância entre a supremacia das hierofanias solares e o
desenvolvimento histórico (Mircea Eliade – Traité d’histoire des Religions, p 115. Payot, paris, 1968).
Mas acontece igualmente que o sol, pela magnitude de seus atributos específicos, impõe-se como símbolo do self, ou seja, do centro ordenador da psique, bem como da totalidade psíquica. E ‘o self é a imagem de Deus ou, pelo menos, não pode ser distinguido dessa imagem’ (Jung, C. G. – C. W., 9ii, 22). Self, imagem de Deus, sol, acham-se em estreita correlação.
O sol aparece como símbolo da imagem de Deus, não só na antiguidade pagã mas também no cristianismo.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O Tema Mítico do Dragão-Baleia

Guache - J.

O dragão-baleia em imagens

Nise da Silveira / Imagens do Inconsciente (pg.191)- 1981, Alhambra, RJ.

“O tema mítico da viagem e do encontro com o monstro marinho é como todos os temas míticos ‘a expressão de dramas interiores inconscientes’ (Jung, C. G. - C.W. 9, 6).
O drama do encontro com o monstro exprime a situação perigosa para o indivíduo de ser tragado pelo inconsciente, representada na imagem do risco de devoramento pelo enorme animal habitante das profundezas do mar. Quando, sob o impacto de afetos intensos, o inconsciente se reativa em proporções extraordinárias ameaçando submergir o ego consciente, não e raro que se configurem monstros nas matrizes arquetípicas de onde têm emergido figuras semelhantes no curso de milênios.
Descendo às entranhas do monstro, isto é, ‘ao substrato psíquico, este escuro reino do desconhecido exerce atração fascinante que se torna tanto mais perigosa quanto mais o herói penetra em seus domínios’. Ele corre o perigo de ficar ‘prisioneiro no mundo subterrâneo do fundo do mar exposto a toda espécie de terrores’. Esta terrível experiência psicológica estimulará e renovará o herói que por fim conseguirá vencer o monstro. Outros sucumbem, resultando da derrota ‘a desintegração da personalidade em suas componentes – funções do consciente, os complexos, fatores herdados, etc. Desintegração que poderá ser transitória ou mesmo uma verdadeira esquizofrenia’(Jung, C. G. – C. W. - 12, 320).
Nos mitos, diz Jung, ‘o herói é aquele que conquista o dragão, não aquele que é vencido. Mas ambos defrontam-se com o mesmo dragão’(Jung, C. G. – C. W. 14,531).
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Dia 30 de outubro

Com 10 anos de muitas saudades, dia 30 deste mês de outubro, estaremos na Casa das Palmeiras realizando um singelo encontro lembrando nossa queridíssima
Nise da Silveira.
Às 15h30 um lanche informal seguido de homenagem ecumênica realizada pelos clientes, estagiários, colaboradores e amigos que possam estar presentes.

Nise vive no coração do mundo!
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Imagens do Inconsciente

De nossa eterna e viva Nise (15/02/1905 – 30/10/1999)

“O estudo das imagens que se originam nas matrizes arquetípicas do inconsciente coletivo é uma verdadeira pesquisa arqueológica. Mas a arqueologia da psique é ciência muito peculiar. Enquanto os achados da arqueologia, propriamente dita, mantêm-se sempre iguais, os conteúdos do inconsciente coletivo estão em constante movimento; agrupam-se e reagrupam-se, interpenetram-se e mesmo são susceptíveis de transformações. Esta é a concepção junguiana de inconsciente coletivo, concepção essencialmente dinâmica”.

Nise da Silveira
Imagens do Inconsciente Ed. Alhambra, 1981 - RJ.
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