O Arranjo Floral é um reflexo do processo interno, um meio de fortificar a consciência, ultrapassando a expressão verbal.
Na atividade floral cada um projeta-se sobre as flores de maneira bem particular.
Aqui registraremos algumas frazes recentes e outras mais antigas das pessoas que participam do arranjo das flores em belos vasos de cerâmica ou de vidro:
R. As flores enfeitam a casa - 15 / 09 / 2008.
Essas flores eu ofereço as almas de dra. Nise da Silveira, mãezinha Luiza Freire Cunha, meus sobrinho Rodrigo Rodrigo. Amem eles estão melhor do que eu. R.C.R
As flôres são belas...eternas...Divinas...amigas
As flôres...infindáveis cores... A.M
Eu amo muito as rosas
Ela perfuma os ambientes de nossas vidas. P.C
As rosas e as flores perfumam os ambientes
de nossas vidas
não sei o que seria de nós sem as flores e as margaridas. P.C
Eu ofereço estas rosas para todos os meus amigos
porque eu sei que todos eles gostam de mim. S.S
As flores também nos ajudam a sermos felizes.
Como diz o nosso tão valoroso Zeca (o seu José Bastos): “o medo é traiçoeiro”
Por isso não tenhamos medo de sermos felizes. M.A
As flores purificam o ar. M.A
Foi Deus quem fez estas flores
com a ajuda do senhor espírito santo. J
O sucesso pra mim é saber que o louco nada mais é do que já foi dito.
Apenas um homem que chora. A
São as flores e mais flores nascendo que perfumam
a Casa das Palmeiras. A
Às flores humanas dedico flores vegetais
para que o perfume destas e daquelas se misturem. C
As flores são como a gente tão frágeis e belas
são também como os passarinhos
leves ao sabor do vento. P.L
A delicadeza das flores mostra a homens e mulheres
Que vivem com perfume apesar da violência. C.A
As flores são a vida nos jardins ou nas estufas e a morte nos campanários. L.M
Este arranjo floral é composto de rosas vermelhas
e estas significam paixão
pois é próprio da cor vermelha este sentimento. L.M
Muito famosa na Casa é a frase do nosso saudoso seu José Bastos:
De que serve colher rosas
Se não temos a quem ofertá-las.
Outras profundas reflexões anônimas:
O corpo é como as flores, nasce, cresce e morre.
Se a gente tivesse estrutura para amar, deveria ser igual para todos. E estas flores são a síntese do meio certo de amar todas as pessoas.
As flores têm muito afeto para dar e receber.
A rosa vermelha representa um coração que bate em nosso corpo dando afeto e carinho a quem precisa.
A Casa das Palmeiras é colorida
perfumada como as flores.
********
Rua Sorocaba 800, CEP 22271-100, Botafogo, Rio de Janeiro, Brasil.
Tel. (55) (21)2266-6465 (aberto - de 2ª f. à 6ª f. das 13h às 17h30)
Vídeo - aqui no Blog: Nise da Silveira - entrevista - dia 26 fevereiro 2012. Do mundo Caralâmpia à Emoção de Lidar (Parte I)
A Casa se sustenta de doações, mãos generosas. Somos gratos. Doações:
CASA DAS PALMEIRAS - CNPJ 33.808.486/0001-48
Banco Itaú - Agência 9161 - Conta 09906-5
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domingo, 28 de setembro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
Arranjo Floral
A beleza do Arranjo Floral é um dos muitos remédios na Casa das Palmeiras.
As flores, as mais variadas flores naturais, sobre a mesa, aguardam a chegada dos clientes que se organizam em torno para escolher aquelas que mais lhes agradam e colocá-las numa jarra. Sobre a mesa estão dispostas bonitas jarras de vários tamanhos - cerâmica e vidro. Conforme as escolhas e os cortes com a tesoura própria para cortar as plantas, os talos, os arranjos são feitos com harmoniosa colocação estética ao gosto de cada um em particular.
Um cuidar quase gestual em que todos participam. É uma atividade individual porque a escolha é pessoal e é coletiva porque é vivenciada em grupo. A aproximação das flores é sempre espontânea. As flores agem como imã de cordialidade.
Sempre certo entusiasmo nas escolhas das flores; rosas, margaridas, girassóis, buganvílias, palmas, cravos, cravinas, crisântemos e tantas outras mais que nos perdemos nos nomes. O florista, de quinze em quinze dias, nos envia muitos ramos grandes das flores necessárias para esta atividade repleta de natureza viva.
Cada um faz o seu arranjo. Uns preferem colocar uma única flor num jarro, e outros dão preferências a muitas flores. Não importa se a escolha for uma flor já meio murcha ou com o talo quebrado. Em seguida é distribuída uma folha de papel e uma canetinha para se escrever algumas palavras. A livre expressão é a norma do Arranjo Floral, mas pode ocorrer sugestão de algum tema, o que é comum em momentos significativos como a Festa da Primavera, mudança de estação. Pode ocorrer que não se queira escrever, apenas organizar as flores na jarra. Pode ainda não se querer fazer nada e só estar ali presente acompanhando a atividade com o canto dos olhos.
O Equinócio da Primavera sendo um acontecimento que marca as estações do ano é ocasião para falarmos desta passagem simbólica do inverno para a vida das flores que nos aponta para a alegria das cores se manifestando na Natureza Mãe.
No arranjo floral surgem muitas projeções que refletem os anseios e desejos internos de seus autores. Uma atividade que revela importância psicológica de muito interesse para se desvendar conflitos psíquicos e afetivos.
Na maneira de escolher e arrumar, pedir e observar as flores com visível carga emocional pode-se ter idéia das situações afetivas do indivíduo e de suas limitações ou alterações nos relacionamentos.
Terminado o arranjo, cada pessoa tendo escrito o que desejou prende a folha no seu vaso. Quando todas as flores já estiverem nos vasos e os textos, pequenas reflexões escritas, cada um lê o que escreveu e mostra o seu vaso para que todos possam apreciar. Um aplauso se dá em alegria plena. Sempre se levando em conta a liberdade de expressão pode ocorrer observações sobre o texto e mesmo controvérsias.
No final o jarro com as flores pode ser oferecido a alguém, mas geralmente cada um irá enfeitar a Casa das Palmeiras com o seu arranjo de flores.
O Arranjo Floral inicialmente, em 1972, era uma atividade de Ikebana que a colaboradora Talita ofereceu a Casa. Como esta atividade despertou interesse de pesquisa e de valor científico passando assim a ser objeto de estudo e recebeu o nome de Arranjo Floral. Uma atividade para ser vivenciada com alegria e prazer. Maria da Glória, Maria Abdo, Gilsa Prado e Vicente Saldanha foram muitos dos colaboradores e pesquisadores nesta oficina criativa.
“Tanto a flor como o vaso, são elementos importantes da linguagem simbólica característica do inconsciente e aparecem, com freqüência nas vivências internas dos esquizofrênicos. Vaso indicaria a tentativa de reunir elementos diversos num único contenedor. Seria uma busca de compensar a dissociação.” Maria Abdo
A maneira como se arruma as flores podemos observar o reflexo do desenvolvimento interno, as emoções se revelando nos gestos. O Arranjo Floral é um singelo e rico meio de fortificar a consciência, uma oportunidade de exprimir as emoções, as vivências.
A flor pode representar a própria pessoa com seus anseios existenciais. Ao observarmos como a pessoa age no processo da escolha das flores percebemos o que ela está nos acenando, pedindo, o que o inconsciente quer mostrar. Escolher flores quebradas, murchas, uma só flor ou mesmo uma porção de flores pode ser visto como recados do inconsciente. A maneira como se age diante das flores pode ser oportunidade para captarmos o que se está sendo solicitado. A observação silenciosa que verificamos no olhar da pessoa, a aproximação em torno das flores, as escolhas e a maneira como a pessoa segura cada flor revela percepções internas.
O mundo interno se revela pela forma como se faz o arranjo, como se comporta a pessoa diante das flores, o silêncio ou as palavras; tudo deve ser objeto se aprendizado e conhecimento da vida interior. A vida externa e interna interagindo na atividade com as flores.
“Terapeuticamente, o mais importante é que o mundo interno dissociado tome forma e encontre meios de expressão através de símbolos transformadores que o aproximem cada vez mais do nível consciente.” (...) “A psicologia de Jung está impregnada de atividades e foi a partir de suas idéias que, principalmente, nos inspiramos.” Nise da Silveira - A Emoção de Lidar, Uma Experiência em Psiquiatria - Casa das Palmeiras, 1986. Ed. Alhambra. RJ.
A postura dos terapeutas, médico, psicólogo ou artistas é de profundo respeito à pessoa de cada indivíduo, e se estabelece de maneira natural sem ansiedades ou pressa, e sim de compreensão em ajudá-los quando necessário, a fim de fortalecer o ego de maneira progressiva.
Muitas são as constatações da beleza que é o Arranjo Floral como terapêutica ocupacional, como um dos mais doces e belos remédios para a vida.
Citaremos apenas um caso do Arranjo Floral que muito contribuiu em silenciosa e sensível postura a estagiária de psicologia, Luciana de 2007 para este ano de 2008: R. ficava de longe só acompanhando com o canto dos olhos as pessoas chegando, colocando-se em torno da mesa e escolhendo seus vasos, arrumando as flores nos jarros, escrevendo e lendo as frazes, mostrando seus vasos para todos, e depois sendo aplaudidos pelo arranjo florido. Observava apenas. A pedido, delicadamente, de uma ou mais estagiária, aos poucos R. foi se aproximando mais da mesa e veio sentar-se bem ao lado de todos em silêncio. Passada algumas semanas escolheu um vaso e uma só flor foi colocada na jarra de boca pequena, passada outras semanas duas flores. Luciana não está mais na Casa. R. continuou com mais e mais interesse, um bom tempo passado colocou umas poucas flores no vaso que ele escolheu. Hoje seu jarro é maior e ali são colocadas muitas flores e uma pequena fraze que expressa sua interioridade. O sorriso se faz largo, silencioso e revela felicidade realizada.
As flores, as mais variadas flores naturais, sobre a mesa, aguardam a chegada dos clientes que se organizam em torno para escolher aquelas que mais lhes agradam e colocá-las numa jarra. Sobre a mesa estão dispostas bonitas jarras de vários tamanhos - cerâmica e vidro. Conforme as escolhas e os cortes com a tesoura própria para cortar as plantas, os talos, os arranjos são feitos com harmoniosa colocação estética ao gosto de cada um em particular.
Um cuidar quase gestual em que todos participam. É uma atividade individual porque a escolha é pessoal e é coletiva porque é vivenciada em grupo. A aproximação das flores é sempre espontânea. As flores agem como imã de cordialidade.
Sempre certo entusiasmo nas escolhas das flores; rosas, margaridas, girassóis, buganvílias, palmas, cravos, cravinas, crisântemos e tantas outras mais que nos perdemos nos nomes. O florista, de quinze em quinze dias, nos envia muitos ramos grandes das flores necessárias para esta atividade repleta de natureza viva.
Cada um faz o seu arranjo. Uns preferem colocar uma única flor num jarro, e outros dão preferências a muitas flores. Não importa se a escolha for uma flor já meio murcha ou com o talo quebrado. Em seguida é distribuída uma folha de papel e uma canetinha para se escrever algumas palavras. A livre expressão é a norma do Arranjo Floral, mas pode ocorrer sugestão de algum tema, o que é comum em momentos significativos como a Festa da Primavera, mudança de estação. Pode ocorrer que não se queira escrever, apenas organizar as flores na jarra. Pode ainda não se querer fazer nada e só estar ali presente acompanhando a atividade com o canto dos olhos.
O Equinócio da Primavera sendo um acontecimento que marca as estações do ano é ocasião para falarmos desta passagem simbólica do inverno para a vida das flores que nos aponta para a alegria das cores se manifestando na Natureza Mãe.
No arranjo floral surgem muitas projeções que refletem os anseios e desejos internos de seus autores. Uma atividade que revela importância psicológica de muito interesse para se desvendar conflitos psíquicos e afetivos.
Na maneira de escolher e arrumar, pedir e observar as flores com visível carga emocional pode-se ter idéia das situações afetivas do indivíduo e de suas limitações ou alterações nos relacionamentos.
Terminado o arranjo, cada pessoa tendo escrito o que desejou prende a folha no seu vaso. Quando todas as flores já estiverem nos vasos e os textos, pequenas reflexões escritas, cada um lê o que escreveu e mostra o seu vaso para que todos possam apreciar. Um aplauso se dá em alegria plena. Sempre se levando em conta a liberdade de expressão pode ocorrer observações sobre o texto e mesmo controvérsias.
No final o jarro com as flores pode ser oferecido a alguém, mas geralmente cada um irá enfeitar a Casa das Palmeiras com o seu arranjo de flores.
O Arranjo Floral inicialmente, em 1972, era uma atividade de Ikebana que a colaboradora Talita ofereceu a Casa. Como esta atividade despertou interesse de pesquisa e de valor científico passando assim a ser objeto de estudo e recebeu o nome de Arranjo Floral. Uma atividade para ser vivenciada com alegria e prazer. Maria da Glória, Maria Abdo, Gilsa Prado e Vicente Saldanha foram muitos dos colaboradores e pesquisadores nesta oficina criativa.
“Tanto a flor como o vaso, são elementos importantes da linguagem simbólica característica do inconsciente e aparecem, com freqüência nas vivências internas dos esquizofrênicos. Vaso indicaria a tentativa de reunir elementos diversos num único contenedor. Seria uma busca de compensar a dissociação.” Maria Abdo
A maneira como se arruma as flores podemos observar o reflexo do desenvolvimento interno, as emoções se revelando nos gestos. O Arranjo Floral é um singelo e rico meio de fortificar a consciência, uma oportunidade de exprimir as emoções, as vivências.
A flor pode representar a própria pessoa com seus anseios existenciais. Ao observarmos como a pessoa age no processo da escolha das flores percebemos o que ela está nos acenando, pedindo, o que o inconsciente quer mostrar. Escolher flores quebradas, murchas, uma só flor ou mesmo uma porção de flores pode ser visto como recados do inconsciente. A maneira como se age diante das flores pode ser oportunidade para captarmos o que se está sendo solicitado. A observação silenciosa que verificamos no olhar da pessoa, a aproximação em torno das flores, as escolhas e a maneira como a pessoa segura cada flor revela percepções internas.
O mundo interno se revela pela forma como se faz o arranjo, como se comporta a pessoa diante das flores, o silêncio ou as palavras; tudo deve ser objeto se aprendizado e conhecimento da vida interior. A vida externa e interna interagindo na atividade com as flores.
“Terapeuticamente, o mais importante é que o mundo interno dissociado tome forma e encontre meios de expressão através de símbolos transformadores que o aproximem cada vez mais do nível consciente.” (...) “A psicologia de Jung está impregnada de atividades e foi a partir de suas idéias que, principalmente, nos inspiramos.” Nise da Silveira - A Emoção de Lidar, Uma Experiência em Psiquiatria - Casa das Palmeiras, 1986. Ed. Alhambra. RJ.
A postura dos terapeutas, médico, psicólogo ou artistas é de profundo respeito à pessoa de cada indivíduo, e se estabelece de maneira natural sem ansiedades ou pressa, e sim de compreensão em ajudá-los quando necessário, a fim de fortalecer o ego de maneira progressiva.
Muitas são as constatações da beleza que é o Arranjo Floral como terapêutica ocupacional, como um dos mais doces e belos remédios para a vida.
Citaremos apenas um caso do Arranjo Floral que muito contribuiu em silenciosa e sensível postura a estagiária de psicologia, Luciana de 2007 para este ano de 2008: R. ficava de longe só acompanhando com o canto dos olhos as pessoas chegando, colocando-se em torno da mesa e escolhendo seus vasos, arrumando as flores nos jarros, escrevendo e lendo as frazes, mostrando seus vasos para todos, e depois sendo aplaudidos pelo arranjo florido. Observava apenas. A pedido, delicadamente, de uma ou mais estagiária, aos poucos R. foi se aproximando mais da mesa e veio sentar-se bem ao lado de todos em silêncio. Passada algumas semanas escolheu um vaso e uma só flor foi colocada na jarra de boca pequena, passada outras semanas duas flores. Luciana não está mais na Casa. R. continuou com mais e mais interesse, um bom tempo passado colocou umas poucas flores no vaso que ele escolheu. Hoje seu jarro é maior e ali são colocadas muitas flores e uma pequena fraze que expressa sua interioridade. O sorriso se faz largo, silencioso e revela felicidade realizada.
Dizeres dos criadores da atividade Arranjo Floral registraremos em breve.
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segunda-feira, 8 de setembro de 2008
CASA DAS PALMEIRAS
Convida
O Paradigma das Redes Complexas
(Comunicação em Sistemas Sociais, Tecnológicos e Biológicos)
Palestra com Marcio Argollo
O Paradigma das Redes Complexas
(Comunicação em Sistemas Sociais, Tecnológicos e Biológicos)
Palestra com Marcio Argollo
DOUTOR em FÍSICA
(Professor Adjunto do Instituto de Física da UFF)
Dia 24/09/2008
Quarta-Feira
ENTRADA FRANCA
Horário: início às 19:00hs
LOCAL: Espaço Cultural Casa das Palmeiras
Rua Sorocaba 800-Botafogo
Informações: 22666465 /
(Professor Adjunto do Instituto de Física da UFF)
Dia 24/09/2008
Quarta-Feira
ENTRADA FRANCA
Horário: início às 19:00hs
LOCAL: Espaço Cultural Casa das Palmeiras
Rua Sorocaba 800-Botafogo
Informações: 22666465 /
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domingo, 10 de agosto de 2008
Modelagem
Escultura em gesso simbolizando a libertação do doente mental de uma prisão
Acervo da Casa das Palmeiras
A Casa das Palmeiras, este pequeno território, oferece possibilidades de seus freqüentadores se expressarem de forma espontânea em cada oficina criativa. Num clima de liberdade cada pessoa que esteja em tratamento é motivada, estimulada, a traduzir as suas emoções profundas, as quais emergem do inconsciente em imagens plásticas, música, trabalhos manuais, teatro, dança, gestos e palavras. São atividades repletas de simbolismo que nos reportam aos estudos e nos conduzem à pesquisa científica.
O próprio ato de criar imagens simbólicas já é em sim uma ação curativa, como afirma Nise da Silveira em sua obra Imagens do Inconsciente: “A psicoterapia junguiana tem por meta não só a dissolução de conflitos interpessoais, mas favorece o desenvolvimento das ‘sementes criativas’ inerentes ao indivíduo doente. E é justamente em atividades feitas com as mãos que, com bastante frequência, se revela a vida dessas ‘sementes criativas’.” (Ed. Alhambra, 1981, p.102). E continua: “Em vez dos impulsos arcaicos exteriorizarem-se desabrigadamente, lhe oferecemos o declive que a espécie humana sulcou durante milênios para exprimi-los: dança, representações mímicas, pintura, modelagem, música. Será o mais simples e o mais eficaz.”
Através das várias atividades expressivas a pessoa doente terá a oportunidade de melhor enfrentar seus conflitos internos tão terrificantemente desestruturados, fará naturalmente a transferência de energia de um nível inconsciente para outro mais consciente.
No desenho ou pintura, nos diz Carl Gustav Jung: “O tremendum é exorcizado pelas imagens pintadas, torna-se inofensivo e familiar e, em qualquer oportunidade que o doente recorde a vivência original e seus efeitos emocionais a pintura interpõe-se entre ele e a experiência, e assim mantém o terror à distância.”
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sábado, 2 de agosto de 2008
Grupo de Estudos C.G. Jung
Idealização de Nise da Silveira (1955 /registrado em 22/08/1968)
Local: Casa das Palmeiras
Às quartas-feiras de 15 em 15 dias /
das 19h00 às 21h00
Plano de estudo: O Homem e seus Símbolos
Carl Gustav Jung - concepção e organização -
6 de agosto de 2008 - continuação do 1º capítulo / Carl G. Jung
A função dos símbolos e Curando a dissociação
20 de agosto - O Processo de Individuação /
Marie Louise von Franz - A configuração do crescimento psíquico.
3 de setembro - O primeiro acesso ao inconsciente
17 de setembro - A realização da sombra
1 de outubro - “Anima”: o elemento feminino
15 de outubro - Animus”: o elemento masculino interior
12 de novembro - O “self”: símbolo da totalidade
26 de novembro - As relações com o “self”
10 de dezembro - O aspecto social do “self”
O Grupo de Estudos é gratuito
Bem vindos os artistas, filósofos, psicólogos, pensadores livres, antropólogos, sociólogos e/ou qualquer pessoa que desejar ler, estudar e/ou conhecer, mais profundamente a obra de Carl G. Jung.
Rua Sorocaba, 800 - Botafogo
Inf.: Tel 2266-6465 /// 2242-9341
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Local: Casa das Palmeiras
Às quartas-feiras de 15 em 15 dias /
das 19h00 às 21h00
Plano de estudo: O Homem e seus Símbolos
Carl Gustav Jung - concepção e organização -
6 de agosto de 2008 - continuação do 1º capítulo / Carl G. Jung
A função dos símbolos e Curando a dissociação
20 de agosto - O Processo de Individuação /
Marie Louise von Franz - A configuração do crescimento psíquico.
3 de setembro - O primeiro acesso ao inconsciente
17 de setembro - A realização da sombra
1 de outubro - “Anima”: o elemento feminino
15 de outubro - Animus”: o elemento masculino interior
12 de novembro - O “self”: símbolo da totalidade
26 de novembro - As relações com o “self”
10 de dezembro - O aspecto social do “self”
O Grupo de Estudos é gratuito
Bem vindos os artistas, filósofos, psicólogos, pensadores livres, antropólogos, sociólogos e/ou qualquer pessoa que desejar ler, estudar e/ou conhecer, mais profundamente a obra de Carl G. Jung.
Rua Sorocaba, 800 - Botafogo
Inf.: Tel 2266-6465 /// 2242-9341
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sexta-feira, 18 de julho de 2008
Grupo Cultural
O Grupo Cultural se reúne semanalmente na Casa das Palmeiras. É uma atividade que estimula a organização das idéias junto com o sentimento. Teve por muitos anos a orientação do artista plástico, gravador, José Paixão, criador deste espaço democrático em que cada um pode e deve expressar seus pensamentos. Outros colaboradores, monitores e estagiários/as o substituíram ao longo de muitos anos.
Em torno da grande mesa, logo após o lanche, clientes, estagiários/as e colaboradores, lado a lado nos colocamos com material à disposição: papel, lápis, borracha e apontador, para participarmos do Grupo Cultural. As idéias surgem espontâneas. O monitor coordena qual o assunto que foi amplamente sugerido; política, questões sociais, religiosas, artísticas, etc. As questões são colocadas em sua realidade como é a vida, e com calorosidade. As emoções são expressas no papel sem qualquer preocupação com a grafia, e sem exclusões. ”Cada um é cada um”, palavras de um participante. Não há restrições para as colocações dos pensamentos; podem ser várias folhas, uma frase ou mesmo uma só palavra. Um tempo é estabelecido para se escrever.
“O pensamento sai do plano do chão. Cria asas. Alça vôo, expressando o anseio do Homem à espiritualização”, como dizia Lisete, antiga colaboradora da Casa.
Os textos são escritos com certa carga apaixonada de afetividade. Compenetrados todos vão expressando em palavras o que mais significativo lhes ocorre naquele momento. Um belo silêncio se faz presente. Podemos observar as faces mais ou menos tensas, mais ou menos leves, alegres e descontraídas enquanto as idéias vão sendo elaboradas no papel. “O que me mete medo é sair sozinho e encontrar comigo mesmo numa esquina deserta.” D. Outra participante: “As flores são belas quando a gente se transforma no verdadeiro campo florido.” E. As frases são cuidadosamente guardadas numa pasta para acompanhamento de tão rica atividade coletiva.
Podem ocorrer dias em que não se escreve só se conversa em trocas calorosas. Aparecem temas instigantes como, por exemplo, a insensatez da vida contemporânea que se mostra cruel na TV ou nos Jornais. “Eu estou muito preocupado. O mundo está muito complicado, a polícia briga com os traficantes, e eles brigam com os políticos, que brigam com os juízes e os juízes com outros juízes que brigam com os banqueiros que brigam com os advogados que brigam com a polícia. É tudo muito complicado.” N.(participante do grupo). Palavras ditas com muita emoção e lucidez intelectual, mobilizando profundas reflexões no Grupo: “Aqui nós estamos em harmonia, protegidos.” L.A. “A paz, a tranquilidade, a harmonia do bem absoluto.” S. “Aqui somos amigos uns dos outros, solidariedade.”T. “Aqui é um refúgio criativo.” E.
Pensamento e sentimentos se ordenam neste espaço democrático que possibilita a reflexão com liberdade e emoção.
No início do nosso encontro, nesta semana, foi muito bem lembrado pelo dedicadíssimo médico psiquiatra Dr. Edgar: “O eixo da Casa das Palmeiras, como dizia Dra. Nise, é cultural, não é psiquiatria, nem medicina. O eixo da Casa é cultural.”
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