Rua Sorocaba 800, CEP 22271-100, Botafogo, Rio de Janeiro, Brasil.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Atividades de Férias

Nas férias de 2012 tivemos o Ateliê Livre dias:
 4, 11 e 18 de janeiro.

Este ano de 2013 concentrou-se num passeio/café, num espaço de cinema, dia 9, quarta-feira, com o Assistente Social, Anderson Ferreira, para alegria em conversa fraterna entre os presentes. 

A Casa das Palmeiras é um pequeno espaço livre com afeto e criatividade.
 As atividades extra-muro-casa são enriquecedoras.
Ateliê Livre 
Tarde de criatividade
Desenho, Modelagem e Jardinagem
Dia 16 de janeiro de 2013
Casa das Palmeiras
Das 14h às 17h30  -  quarta-feira
Aberto para clientes e amigos da Casa
* entrada franca *
___Rua Sorocaba, 800 – Botafogo__
Informação: Martha - tel. 2242-9341
Sendo a atividade gratuita pedimos que trouxessem:
Papeis – tipo canson ou vergê / Lápis grafite,
pastel oleoso.Guache e/ou pinceis.
_______________________

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz passagem 2012 / 2013 !



Que o Novo Ano de 2013 traga, como tem sido estes anos, belas e felizes realizações na Casa das Palmeiras; novos horizontes caminhando fieis à trajetória de Nise da Silveira;
que mãos criativas com “Emoção de Lidar” nos surpreendam com  produções imagísticas repletas de riquezas emergindo das profundezas do inconsciente; mãos teçam, tricotem, bordem e costurem com prazer, modelem, desenhem e pintem com eternas surpresas;








que a dança, a música, as flores, o teatro, os grupos de cultura, jornal, trocas filosóficas e a fotografia tragam sempre harmonia e sorrisos;
que leituras, poesia, passeios e jardinagem nos preencham de sentido interno e externo;
que lanches, círculos e papos de amizades, festas e contos de fada traçam encantamentos e renovações constantes;

que cada dia seja novo e promissor, criativo e pleno, em satisfações pessoais por todo o ano de 2013, e para sempre.

domingo, 23 de dezembro de 2012

56 anos - Casa das Palmeiras


Violino abertura da Festa de Natal - dia 14 de dezembro de 2012.
Seguindo o sonho de Nise da Silveira, a Casa das Palmeiras, comemora, hoje, dia 23 de dezembro seus 56 anos de resistência, de vida ativa, de acolhimento e partilha aos mais sofridos mental e emocionalmente. A simplicidade franciscana é mantida na Casa como Nise teceu com sua sabedoria, sua visão profética e estimulo ao lidar com as produções criativas em cada ateliê/oficina.
Não é apenas Jesus de Nazaré quem renasce a cada ano no coração do mundo, é a Casa das Palmeiras com seus propósitos e realizações, vencendo tempestades e bonança. Momentos fáceis e outros mais difíceis. Em seu processo alquímico é retrabalhada em suas fases com coragem, dedicação, sacrifícios e muita alegria com os resultados terapêuticos ocupacionais. Todos que atuam na Casa contribuíram para tanto e outros que generosamente, também, ajudaram de alguma forma.

A Festa de Natal, como todos os anos, foi de surpresas com produções plásticas natalinas, música, violino, teatro, lembrancinhas, salgados, doces, sucos... Os amigos e sócios que compareceram ficaram muito felizes. Agradeceram comovidos pela beleza fraterna e criatividade da Festa.




presépio
Confraternização serena e com alegria. 
A todos somos gratos e desejamos um Feliz Natal e realizações plenas para 2013.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Arranjo Floral


Clientes da Casa das Palmeiras e toda a equipe agradecem à 

De quinze em quinze dias temos a Atividade Floral
que é muito requisitada pela beleza e aroma das flores que a Girassol Flores nos envia.



Feitos os arranjos, cada pessoa expressa seu pensamento e emoção escrevendo num papel uma frase.
Dezembro de 2012  - cada um fotografou seu próprio jarro.
“As flores sempre encantam a vida na Casa das Palmeiras”

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Atividade Círculo Filosófico - 2012


           O Círculo Filosófico é uma das atividades de grupo da Casa das Palmeiras. É realizado na grande varanda de Modelagem, nas segundas, segundas-feiras de cada mês, depois do lanche, com intuito de aproximar clientes com dificuldade de participar de propostas realizadas em comum. Tendo como objetivo, essencial, a reflexão sobre assuntos da vida cotidiana ou das ideias em geral, as mais profundas. Oportunidade de organização do pensamento.
          Democraticamente cada um tem a sua vez de fala, reflexão; clientes e estagiários/as, assim como colaboradores. Todos se pronunciam de alguma forma, com ordem e atenção, sobre o assunto escolhido como tema. São aproximadamente seis, oito ou  mais clientes, e toda a equipe do dia.
          O próprio grupo, por vezes, escolhe o assunto a ser abordado. Geralmente é proposto pelo coordenador visando necessidades a serem trabalhadas, desenvolvidas, no campo do pensamento e das emoções. Por exemplo, como tema, refletir sobre a palavra silêncio (a primeira que abordamos), Vida, Alegria, Amizade, Flores, Animais, Corpo, Cotidiano: da manhã à noite, Alimentação, Passeio, Música. Assuntos que possam oferecer estímulos às reflexões tendo como base a realidade, concreta ou abstrata, com harmonia e coerência.
          Trabalhamos neste ano de 2012 em assuntos referentes ao próprio dia a dia – ao acordar, o que se faz, pela manhã, almoço, lanche e à noite. Observação de si mesmo. Como é o café da manhã? O que mais gosta de almoçar? E à noite como usa o tempo? Fins de semana o que costuma fazer? Como é o dia de cada um? As respostas são repletas de informações e troca de ideias calorosas com humor, alegria e espanto, dependendo das falas, geralmente tomadas de emoção e curiosidades.
          O simples fato de se reunir para conversar, com certa ordem, tempo para cada um, tem-se os melhores resultados como objetivo do exercício de convívio afetivo e partilha.
          Não se trata de uma roda de falações eventuais onde cada um fala o que bem quer desordenadamente. Fala-se o que se deseja, sim, mas no fio condutor do assunto escolhido no dia. Importante manter certa coerência; o fio do assunto a ser refletido, procurando manter organização intelectual do início ao fim. Cuidados para não haver dispersões. A concentração e a plena atenção ao assunto a ser refletido são essenciais, importantes, para os melhores resultados terapêuticos; organização do pensamento e satisfação anímica. Atividade muito apreciada pela silenciosa conversa informal em harmonia com as ideais. Atividade onde os mais calados, silenciosos, introvertidos, ouvem e opinam, espontaneamente, demonstrando prazer pelo olhar e discreto sorriso.      
 Ateliê de Modelagem - varanda,
onde a Atividade Círculo Filosófico acontece uma vez por mês.             

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mãos Criativas

 modelagem - argila
modelagem 
 colagem

Modelagem 2012
                           Mãos criativas de Jorge Eduardo Barbosa Vianna (17/9/1942 - 20/11/ 2012)
Eterna saudades!

Palavras de Nise da Silveira - 
"Jung vê nos produtos  da função imaginativa do inconsciente auto-retrato do que está acontecendo no espaço interno da psique, sem quaisquer disfarces ou véus, pois é peculiaridade essencial da psique configurar imagens de suas atividades por um processo inerente à sua natureza. A energia psíquica faz-se imagem, transforma-se em imagem". 

"O que importa é o indivíduo dar forma, mesmo que rudimentar, ao inexprimível pela palavra: imagens carregadas de energia, desejos e impulsos. Somente sob a forma de imagens a libido poderá ser apreendida viva, e não esfiapada pelo repuxamento das tentativas de interpretações racionais".

"Atravessando várias etapas, integrando opostos, chegar-se-á, através desse embate, à individuação, o que significa cada um tornar-se o individuo que realmente é em rascunho original"
Obra: O Mundo das Imagens, Ed. Ática, S.P. 2001 - págs. 85,86 e 87.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

domingo, 18 de novembro de 2012

A Psicologia da Esquizofrenia segundo C. G. Jung


                                                                                             Nise da Silveira

            A psiquiatria foi o ponto de partida de C. G. Jung. E permaneceu objeto constante de suas cogitações. Com efeito, aos 32 anos publicou um livro com o significativo título de A Psicologia da Demência Precoce (1907) e um de seus últimos trabalhos foi apreciação de conjunto sobre a Esquizofrenia (1957), quando constava 82 anos de idade. Entre estes dois marcos capitais distribuem-se numerosos estudos referentes à esquizofrenia, que se acham reunidos no 3º volume de suas Obras Completas.
             (...)
          A. A. Brill, freudiano ortodoxo, tradutor da edição inglesa de Psicologia da Demência Precoce, classifica este livro “pedra angular da moderna psiquiatria interpretativa”.
          Já em Psicologia da Demência Precoce e Conteúdo das Psicoses ressaltam características marcantes do pensamento junguiano quanto à vida psíquica em geral. Se Jung dá o máximo de esforço para desvendar as significações encerradas nos desafiantes sintomas da esquizofrenia, não o faz só por curiosidade científica. Ao mesmo tempo acentua que as múltiplas manifestações da doença se originam de atividades psíquicas comuns a todos os seres humanos, apenas liberados de freios e formuladas sob forma simbólica na loucura.
          Na última página de Conteúdo das Psicoses, escreve: “Nós, pessoas sadias, com os dois pés na realidade, vemos somente a ruína do doente neste mundo, mas não enxergamos as riquezas da face da psique voltada para o outro lado”. E adiante, continua:“Embora estejamos ainda longe de conseguir explicar todos os entroncamentos daquele mundo obscuro, podemos afirmar com segurança completa que na demência precoce não existe sintoma alguma sem base psicológica, sem significação. Mesmo as coisas mais absurdas são símbolos de pensamento não só compreensíveis em termos humanos, mas que habitam também o íntimo d e todos nós. Na loucura nada se descobre de novo e desconhecido: estamos olhando os fundamentos de nosso próprio ser, a matriz dos problemas nos quais nos achamos todos engajados” (3). Se esta posição fosse aceita pela psiquiatria, evidentemente daí decorreriam mudanças totais na relação médico-psicótico e o tratamento psiquiátrico tomaria rumos novos.
(...)
Já que os conteúdos típicos do mundo subterrâneo psíquico são sempre “material sadio, convém sublinhar que a palavra psicopatologia, em linguagem junguiana, refere-se ao comportamento autônomo desses conteúdos, à intensidade excessiva de sua carga energética, à violência entra os opostos peculiares à estrutura básica da psique, à maneira como se contaminam entre si, às mil formas de suas recíprocas associações. E sobre tudo ao avassalamento do consciente por tais conteúdos, situação que perturba gravemente o contato com a realidade.
            A psicopatologia junguiana é “uma ciência que mostra aquilo que está acontecendo na psique durante a psicose” (22). Note-se, entretanto, que Jung nunca usa a expressão psicopatologia da esquizofrenia, mas escreve constantemente psicologia da esquizofrenia. Já seu primeiro livro (1907) tem o título de Psicologia da Demência Precoce. Nas Memórias Jung diz que, escrevendo aquele livro, seu objetivo “era mostrar que os delírios e alucinações não eram sintomas específicos da doença, mas também tinham uma significação humana” (23).
     Nos escritos posteriores continua empregando a expressão psicologia da esquizofrenia. Em Conteúdos das psicoses demonstra que todas as manifestações da esquizofrenia, delírios, estereotipias, etc., são susceptíveis de compreensão psicológica do mesmo modo que os sonhos de neuróticos ou de pessoas normais. O que varia é a complexidade da trama de elementos e a dificuldade de separar fios condutores dentro do emaranhado de fragmentos de dramas arcaicos dos quais somos de uma ignorância lamentavelmente quase total.
     Em resumo, segundo Jung, será necessário “para compreender a natureza das perturbações psíquicas situá-las dentro do contesto da psique humana como um todo” (24).
   
     1 – Jung, C. G. - C. W. 3.
     2 - Jung, C. G. – Memories, Dreams, Reflections, p. 146
                           Panthon Books, New York, 1963
3 – Jung, C. G. – C. W. 3 p. 178
     22– Jung, C. G. – 18, p. 353
     23- Jung, C. G. - Memories, Dreams, Reflections, p. 110
                                Pantheon Books, New York, 1963
    34 -Jung, C. G. 9, p. 55.

Fonte bibliográfica:
   Grupo de Estudos do Museu de Imagens do Inconsciente.
    Apostila / 1º semestre de 1980 - RJ  - pgs.65-72 
Nota: Observa-se que Nise lia as obras de Jung na língua inglesa. As traduções para o português década de setenta em diante. Obras completas, Editora Vozes, Petrópolis, RJ.
________________