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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Modelagem das profundezas do inconsciente

Maria e Jesus
M. E. - modelagem em argila, semana da Páscoa, abril de 2011

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domingo, 24 de abril de 2011

Feliz Páscoa ! Sorria Jesus-ti-ama



J. - desenhos década de 90. Autoretrato
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sábado, 23 de abril de 2011

Imagens que emergem do inconsciente

S. - Desenho ,década de 90.


J. - desenho, década de 90.



Do sofrimento à Saúde, da morte à Vida !~

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Imagem do inconsciente - Octavio Ignacio



"Como é que esqueceram que o Cristo tem a própria descendência dos animais. A gente sente na nossa carne o próprio valor do animal."


Octavio Ignacio


os cavalos de octavio ignacio
fotografia de Humberto Franceschi
Sociedade Amigos do Museu de Imagens do Inconsciente, 1978
Museu de Imagens do Inconsciente
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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Dr. Edgar Tavares e imagens plásticas do inconsciente

Dr. Edgar Tavares, psicóloga, visitante e artista plástica (colaboradora) - Ateliê Livre - 2010.


M.E. - desenho, lápis cera oleoso, 2010



L.R. - desenho, bico de pena, 2010



B. - desenho, lápis grafite, 2010


Dr. Edgar Tavares, 2011


S. - desenho, lápis cera oleoso, 2009


Cl. - pintura, guache, 2011


C. - desenho, lápis cera oleoso, 2011


P.C. - desenho, lápis cera, 2011


A.M. - desenho, lápis cera oleoso, 2011


T. - desenho, lápis de cor e lápis cera oleoso, 2011


R. - desenho, lápis cera, 2011R.V. - desenho, lápis cera oleoso, 2011
G. - pintura, guache, 2011

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Dr. Edgar Tavares, médico psiquiatra da Casa das Palmeiras, poeta e homem de grande sensibilidade, apreendeu no longo convívio com Dra. Nise da Silveira e em constantes estudos das obras de C. G. Jung *, a importância de se indicar aos clientes as atividades ocupacionais desenvolvidas na Casa.


Para Dr. Edgar, em seus longos anos de dedicação, fidelíssima, à sua grande mestra Nise, receitar para os clientes uma atividade criadora, com Emoção de Lidar, pode ser visto como um dos recursos eficazes de tratamento terapêutico para aqueles que sofrem de problemas “alterados estados do ser”. Trabalhar com as mãos é em si terapêutico, dissolve tensões emocionais internas. Dar forma às imagens plásticas que emergem do inconsciente é sem dúvida saudável.

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*Dr. Edgar, guardião do Grupo de Estudos C. G. Jung, acompanha todas as quartas-feiras, de quinze em quinze dias, das 19h às 20h30, na Casa das Palmeiras, o ciclo de estudos aberto ao público. Abril, dia 27/maio, dias 11 e 25/ junho, dia 8 e 22 (Informações Tel. 2266-6465 - das 13h às 17h. ou 2242-9341, com Martha)

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terça-feira, 19 de abril de 2011

Jornal - O Arauto

O Jornal da Casa das Palmeiras nas palavras de um antigo cliente:


“O Arauto é um dos remédios da Casa das Palmeiras”.


Produzido artesanalmente a partir do material dos clientes, o jornal é um apanhado dos acontecimentos do último trimestre. Ele é feito duas vezes por semestre, geralmente, por ocasião das Festas comemorativas da Páscoa, Junina (São João), Primavera e Natal. Sua distribuição é interna. Por vezes algo é produzido especialmente para ser publicado. Geralmente o material é selecionado próximo à data de sua publicação, sendo importante lembrar que o material a ser editado é sempre uma escolha do próprio cliente. Eles participam diretamente na criação imagística de O Arauto. Alguns participam com textos dando a sua opinião ou em organizar as matérias da paginação, e mesmo grampear. Colaborando sempre na editoração com auxílio dos estagiários e colaboradores.
O jornal é sempre resultado dos trabalhos realizados na Casa. Usa-se reproduções; imagens plásticas produzidas nos ateliês de modelagem, desenho ou colagem, realizações de artes aplicadas, oficina literária de poesia ou frases escritas no arranjo floral. No O Arauto é possível encontrar ainda matérias sobre vários assuntos como os jogos esportivos, almoço cultural, festas, passeios, memórias históricas referentes a Casa, as estações do ano ou piadas. Opiniões e pensamentos dos clientes. Textos de outros autores quando referentes ao período em que se está vivendo, sempre dentro do contexto. Podem aparecer textos referentes à Nise da Silveira ou C. G. Jung, fios condutores da Casa.
Quando O Arauto está pronto os clientes o levam para suas casas. Além de despertar interesse pela produção do mesmo, o jornal também é forma de contato, ainda que indireta, com aqueles que não estão presentes no cotidiano da casa. Os trabalhos reproduzidos no jornal trazem satisfação para os familiares que compartilham com a produção criadora e, por vezes, se surpreendem com as pequenas mudanças conquistadas a cada mês.
Frases de O Arauto: “O Brasil está mostrando para o mundo que tem condição de sediar uma olimpíada”, T.J - “A Casa das Palmeiras é um Oásis”, M.- “O povo tem que ter consciência de que estão escolhendo seus representantes nas câmaras municipais e prefeituras. Por isto o voto é muito importante porque disto depende o futuro da nossa cidade”, T - “A primavera é uma estação que sempre traz uma expectativa de renovação mesmo de vida e de valores e ao mesmo tempo uma esperança de dias melhores”, N – “No outono já não é tão quente nem tão frio, é intermediário, tempo que mais gosto por ser período do meu aniversário”, N - ”Aqui eu tenho amigos,” R. “Adoro a Casa das Palmeiras aqui eu faço amizades, eu gosto de colecionar amigos”, P.C. “As flores são belas, as flores são maravilhosas, as flores são exuberantes, as flores são floridas”, R.
O jornal O Arauto é uma das momórias da história da Casa das Palmeiras.

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sábado, 16 de abril de 2011

Afeto catalisador






R. - Desenho com lápis cera 25 x 45 cm, março de 2011.


O que caracteriza o afeto catalisador como processo terapêutico? Como se dá? O terapeuta ocupacional, catalisador, se faz com a presença silenciosa, emoção de lidar, afetuosa, de alguém para manter-se ao lado de uma pessoa, cliente, que necessite de ajudar para retornar à vida normal, cotidiana com tranquilidade. Dar ao ser dilacerado internamente o reconhecimento de ser aceito e querido como pessoa. Alguém que possa ajudar cuidadosamente a quem não pode se expressar, que necessite emergir das profundezas, labirinto, onde se perdeu no mar do inconsciente; que necessite de meios eficazes, alguns recursos, para fazer a viagem de volta à realidade. As atividades expressivas são as mais recomendadas.


Atividades como modelagem, desenho, pintura, bordado, tricô, crochê são caminhos certos para reencontro com o bem estar emocional e psíquico, assim como a colagem, música, teatro, poesia, expressão corporal, mímica, jardinagem e outros recursos que tenham as mãos, o corpo, para engendrarem as emoções que emergem do inconsciente.

A encadernação, o corte e costura ou a culinária podem ser caminhos. O terapeuta catalisador é alguém que afetivamente, saiba ajudar quem não consegue sair do labirinto onde foi mergulhado, e permanece imerso na vida inconsciente sem saber como retornar à vida real, consciente.


O experiente ou mesmo o jovem terapeuta será sempre aquele que “sem medo do inconsciente veste o escafandro”, tão recomendado por Nise da Silveira, e mergulha cuidadosamente, a fim de ajudar o ser fragilizado que precisa de presença firme para se reorganizar e retornar à vida cotidiana. A atitude do monitor é não verbal, é não intervir, não dar opiniões sobre o trabalho que está sendo feito. Apenas manter-se em silêncio numa atitude de acolhimento afetivo. Nos ateliês acompanhar, silenciosamente, o momento da criação, o momento do processo criativo, as expressões, as manifestações que vão surgindo aos poucos do mundo interno para o externo é fundamental para se obter as mais ricas respostas terapêuticas.


As atividades que emergem das profundezas do inconsciente pedem silêncio para dar espaço ativando a imaginação, para se obter certa organização interna e permitir que o ato criador possa se expressa em imagens; atividades plásticas, música, poesia, teatro, expressão corporal, etc.


Sem uma boa dose de silêncio não há possibilidade de expressões genuínas emergirem do mundo interno para o externo. Do silêncio interno surgem as imagens do inconsciente, e sempre carregadas de emoções fortes e intensas, muitas vezes expressas no crispar da fisionomia, no olhar, na postura corporal, nas palavras ou gestos. Basta um sorriso acolhedor e ajuda quando necessário. Basta estar presente e em silêncio. Basta acolher o outro com afeto sem exuberâncias, de preferência com sobriedade.


Dra. Nise sempre mostrava a importância do não verbal, do silêncio atento, da presença afetiva, ao lado do cliente, e, ajuda apenas quando necessário; “Observar sempre e anotar, depois, o essencial”. As imagens que emergem do inconsciente são a história viva verdadeira de uma pessoa. Fundamento para o conhecimento profundo da natureza de seres enigmáticos que não devem ser rotulados, e sim vistos como “pessoas que vivem estados alterados do ser”, como frisava a mestra Nise da Silveira

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Referência: Imagens do Inconsciente – Nise da Silveira, pág. 50/66 a 91 – Ed. Alhambra, Rio de Janeiro, 1981 (esgotado / procurar em estante virtual)

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