Rua Sorocaba 800, CEP 22271-100, Botafogo, Rio de Janeiro, Brasil.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Encontro coloquial

com

Marcus Quintaes

Quantos caminhos para a Psicose?
Uma perspectiva junguiana.
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Dia 28 de julho de 2009
às 19h00 / terça-feira

Casa das Palmeiras

Rua Sorocaba, 800

Convidados:
Antigos colaboradores, estagiários e amigos.
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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mito, Psicologia e Arte.

Astrocosmologia
Palestras
Sábados das 16h30 às 18h00
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Imaginário Mitológico -
Analogias entre o macro e o microcosmo - O corpo humano.
*As mutações do mundo contemporâneo *

Dia 1 de agosto tivemos uma bela palestra de
Patricia Antunes
- Coordenadora de Psicologia da Casa das Palmeiras.
ARTENIS - SELENE - A LUA
O SENTIMENTO - a imaginação. Percepção, sensibilidade, susceptibilidade, sonhos e ilusão. A família, a infância. O feminino.
Signo de Cancer
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Dia 8 de agosto intergindo com o público ARES - MARTE o senhor das batalhas, das guerras e dos atos heróicos.
Da sexualide e da alegria.
Signo de Áries
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Dia 15 de agosto não haverá Palestra.
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Dia 22 de agosto falaremos sobre o mito de Afrodite - Vênus
A Beleza e a Sensualidade - Laços de afeto e o desamor
Signos de Touro e Libra
Participação de José Maria Gomes Neto - astrólogo
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Dia 29 de agosto
O mito de Hermes / Mercúrio
Com Jayme Carvalho - economista e astrólogo
Abordaremos a Palavra e a Comunicação. A informação. A lógica e a razão.
Signos de Gêmeos e Virgem
Local
Casa das Palmeiras
Rua Sorocaba, 800 – Botafogo.
Tels. 2242-9341 e 2266-6465
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Valor: R$ 15,00
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domingo, 12 de julho de 2009

Atividade Plástica

Desenhos a guache - 48 x 33 cms. PM
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Ateliê de Pintura

O ateliê de pintura é um dos setores mais freqüentados da Casa e é onde se faz as atividades de desenho e pintura com tinta guache. A sala é composta de uma grande mesa central, com cadeiras ao redor, onde estão dispostos os papéis de variados tamanhos, lápis de cor, giz de cera, lápis pastel, lápis grafite, canetas esferográficas, borrachas e réguas em diversos formatos. Perto desta mesa ficam um cavalete e uma estante com os materiais da pintura, como as tintas e os pincéis. Um enorme painel ocupa uma das paredes da sala com os trabalhos de todos os clientes que freqüentam ou já freqüentaram o ateliê. Alguns quadros pintados pelos clientes também decoram todo o espaço dando-lhe um clima acolhedor e colorido. Há uma grande janela ao fundo da sala permitindo a iluminação da luz do dia. E ao lado desta sala central há uma pequena saleta com janela e uma mesa para aqueles que gostam de trabalhar mais isoladamente.
Todos os trabalhos realizados no setor podem ser arquivados em pastas individuais; em grandes gavetas (no caso das pinturas grandes) ou expostos no interior da Casa das Palmeiras.
Os ateliês individuais funcionam de 13h às 15h30. Os de pintura em média freqüentam entre cinco a dez clientes. A maior parte dos clientes trabalham regularmente neste setor. Alguns deles costumam realizar grande quantidade de trabalhos com temas repetitivos. Outros se entregam na produção criativa e se concentram durante todo o tempo fazendo poucos trabalhos por dia.
A pintura é feita de forma livre sem a preocupação das técnicas estéticas. O grande foco desta atividade é a livre expressão das imagens surgidas do inconsciente que são reveladoras dos conflitos enfrentados pelo indivíduo. É no constante embate da escolha das cores, dos papéis e dos pincéis que o indivíduo pode expressar suas emoções que muitas vezes escapam ao domínio da linguagem verbal.
O silêncio no ateliê ajuda os clientes a entrarem mais em contato consigo mesmo para se concentrarem e mergulharem na atividade.
Através da fluidez das tintas na pintura é possível canalizar tensões e sentimentos; misturando e brincando com as cores, fazendo traços fortes, rabiscos. Experimentando as diversas formas figurativas ou abstratas.
Alguém responsável está sempre presente e atento aos processos que acontecem no ateliê sem, no entanto, direcionar os trabalhos. Colaborador ou estagiária responsável deixa o setor organizado, lava os pincéis, anota e arquiva os trabalhos realizados.
A função terapêutica da pintura é deixar os clientes se expressar com liberdade. É deixar fluir o mais naturalmente possível longe das amarras da repressão e do raciocínio lógico. Deixar emergir do inconsciente as imagens, símbolos, sensações e sentimentos antes inacessíveis. Tarefa essa que não é nada fácil e tem que ser construída e reconstruída a cada dia, num longo processo, numa grande batalha repleta de desafios e inúmeras surpresas.

Luciana Manhães - Estagiária de Psicologia.
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terça-feira, 7 de julho de 2009

A cerimônia do Chá



A cerimônia do chá, conhecida como "chanoyu" em japonês, é um passatempo estético peculiar ao Japão que se caracteriza por servir e beber o "matcha", um chá verde pulverizado.
A cerimônia do chá regular consiste: da primeira sessão na qual uma refeição ligeira, denominada "kaiseki", é
servida; da "nakadachi" ou breve pausa; da gozairi , a parte principal da cerimônia, onde o "koicha" ou chá de textura espessa, é Servido e da ingestão do "usucha" ou chá de textura fina. Toda a cerimônia leva cerca de quatro horas. Frequentemente, apenas o "usucha" é servido, o que requer cerca de uma hora.
No dia 08 de Junho, último, o Grupo Cultural na Casa das Palmeiras foi bem diferente: realizou-se uma cerimônia do chá. A nossa “chanoyu”, cerimônia do chá, ocorreu de forma muito tranqüila. Uma pequena “sukiya” ou casa do chá foi montada na nossa sala principal. Esteiras foram estrategicamente colocadas no chão e a decoração ficou por conta de alguns objetos orientais e os arranjos ou “ikebanas” produzidos na atividade anterior. Uma pequena história foi contada e depois todos ficaram em silencio, ao som de belíssimas sinfonias orientais enquanto o “matcha” ou chá era servido. Existiam três tipos de chá: chá verde com folhas de 5 anos, chá verde com folhas de 2 anos e chá mate, típico em nossa cultura brasileira. Os chás foram servidos em pequenas "cha-wan" (tigelas) de plástico e todos puderam degustar o “matcha” enquanto meditavam ou observavam os trabalhos e objetos no local. Em um determinado momento de nossa cerimônia, Fabrício nos prestigiou com uma seleção de músicas brasileiras ao som do violão, dando um toque bem brasileiro e totalmente descontraído a nossa cerimônia. No final, foi sugerido que as pessoas compartilhassem o sentimento através de depoimentos ditos ou escritos. De um modo geral, todos gostaram muito e sentiram uma enorme paz, sugerindo até mesmo que esta atividade aconteça mais vezes.

Eis aqui algumas frases que foram escritas:
“O grupo cultural de hoje dia 08/06/09 está muito bom, pois está transmitindo uma paz muito grande.” - T. J.
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“O chá estava quentinho, uma delícia, e muito saudável. Eu gostei muito
desse chá, do chá...e de saber sobre o chá, sua história...” - L. M.
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“O caminho do chá
A disciplina do espirito
a) Retidão
b) tranquilidade
c) Serenidade
d) Compaixão
e) A paz...

A ética da conduta humana
a)Cordialidade
b)Humanidade
c)Sociabilidade
d)Moralidade
e)Educação da arte

Princípio do caminho da eternidade” - P. M.
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Organização: Vanesa Ferreira - Colaboradora / Psicóloga.
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domingo, 21 de junho de 2009

O Fazedor de Chuva

Jader Britto *
Lá pelos idos de 70 do século passado, reunia-se o Grupo de Estudos C. G. Jung sob a coordenação da psiquiatra Nise da Silveira, em apartamento situado à Rua Marques de Abrantes, no bairro de Botafogo. Toda quarta-feira às 8h30 da noite íamos chegando, sempre encontrando a presença dos gatos (Vivaldo, Abadessa etc.) que ocupavam de início todos os tambores em volta da longa mesa retangular.
A cada ano, o grupo elegia determinada obra de Jung de especial interesse pela atualidade do tema para leitura e troca de idéias. Em dada ocasião, optou-se pelo texto “O homem à descoberta de sua alma”. Em meio às discussões, interveio a Dra. Nise para ilustrar a busca de integridade psíquica com uma pequena história vinda do Oriente.
Conta a Dra. Nise:
_ Numa cidade do interior da velha China, ocorreu uma terrível estiagem. Os rios, as barragens, os açudes iam secando; o gado, as cabras, os bodes, a vegetação, tudo ia morrendo. O povo passava fome; com as crianças desnutridas intensificava-se a mortalidade infantil. Diante de tamanha calamidade pública, a Câmara de Vereadores se reuniu procurando uma solução. Um dos vereadores sugeriu que se contratasse um “fazedor de chuva” que atendia em centro mais desenvolvido da região. A Câmara autorizou o vereador a fazê-lo. Ao chegar à cidade o fazedor de chuva, o Prefeito perguntou quanto cobraria para realizar o milagre da chuva. Respondeu ele: a soma acertaremos depois. Por ora, faço duas exigências: que me arranjem um lugar afastado da cidade, uma pequena cabana onde possa repousar e que me tragam diariamente um pão e um copo dágua. Atendidas as exigências, o fazedor de chuva, sozinho na cabana, concentrou-se em profunda meditação.
Passados 15 dias, as chuvas chegaram, os rios botaram água, os açudes sangraram, o verde voltou à paisagem, os animais se reanimaram, a alegria voltou às ruas.
A Câmara de Vereadores prestou todas as homenagens ao Fazedor de Chuva e quis saber dele como havia conseguido o extraordinário milagre.
Respondeu ele: Ao chagar a esta cidade encontrei as pessoas completamente angustiadas, as mentes perplexas, alteradas, divididas, neuróticas. Naquelas circunstâncias pedi o que de melhor vocês podiam oferecer e com maior sacrifício: uma cabana tranquila, o pão e um copo dágua. Distanciado da neurose coletiva, concentrado, meditando, estava imune às tensões vividas pelo povo. Recebia o que precisava. E como estava inteiro, com a MENTE EM PAZ NÃO DIVIDIDA, naturalmente fui atraindo as coisas boas. As Chuvas chegaram até mim e por extensão a toda a cidade e região.
Conclui a Dra. Nise: Enfim, a divisão interna, a neurose, é a principal causa de nossos desajustes, de nossa infelicidade. Ai está a moral da história.
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* Jader Brito – educador. Colaborador na obra de Nise nos anos 70; fundador do Museu de Imagens do Inconsciente e integrante do Grupo de Estudos C. G. Jung.
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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Senhora das Imagens Internas - Escritos de Nise da Silveira - Lançamento Livro FBN


Senhora das imagens internas
Escritos dispersos de Nise da Silveira
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Cadernos da Biblioteca Nacional 5
Coordenação Geral de Editoração e Pesquisa – FBN – 376 pgs.

Loja do Livro da Biblioteca Nacional - das 10h às 17h.
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Significativo homenagear a desbravadora, precursora, pensadora, médica e humanista Nise Magalhães da Silveira (1905 – 1999) oferecendo a todos que a admiram uma obra com seus escritos, onde se possa acompanhar seu trabalho intelectual; nos apontando direções, nos convidando a mergulhos profundos na vida interna e realizações externas. Escritos repletos de simbolismo, de criatividade e de riquezas infindáveis.
Os quinze escritos; ensaios, prefácio ou artigo editorial foram organizados em ordem cronológica, transcrições fiéis - recolhidos desde 1935 até 1992. A maioria desconhecida do grande público pela razão de serem publicações em revistas especializadas, jornais e, em sua maioria, nas revistas Quaternio do Grupo de Estudos C. G. Jung, já esgotadas. Trecho da conferência - Filosofia e realidade social - pronunciada por Nise no Club de Cultura Moderna e publicada na revista Movimento, Ano I, nº 1 em maio de 1935. Texto achado por Jader Britto, pesquisador do Proedes/UFRJ.
Artigo escrito em 1986; Que é a Casa das Palmeiras. Publicada em 1990 e 1993; Carta a Spinoza. Em anexo breve trajetória biográfica e anotações das sábias palavras de Nise. Texto da organizadora Martha Pires Ferreira sobre Raphael Domingues e notas sobre a sua amizade de muitos anos com a tenaz, irredutível, alegre e doce Nise.
A organização do livro teve como proposta juntar num corpo uma parte significativa da contribuição que Nise da Silveira legou por escrito à psiquiatria, à psicologia e, sobretudo, à humanidade.



Toda a venda do livro foi doada para a Casa das Palmeiras 
O livro pode ser, ainda, encontrado na Livraria Leonardo da Vinci – Av. Rio Branco 185, sub-solo – tel. 2533-2237.

A Casa das Palmeiras não vende livros por ser uma instituição filantrópica.
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terça-feira, 19 de maio de 2009

Modelagem




O atelier de modelagem da Casa das Palmeiras recebe em média 4 a 7 clientes por dia. Por mês os clientes produzem cerca de 60 peças.
O barro encontra-se a serviço dos clientes juntamente com tintas, pincéis e outras ferramentas que auxiliam o trabalho.
Atualmente a Casa das Palmeiras recicla o barro utilizado pelos clientes. O material reciclado é constituído, em sua maioria, de peças antigas sem data ou sem identificação ou de peças danificadas que ao invés de irem para o lixo vão para a reciclagem para serem reutilizadas pelos clientes. Utilização de argila nova sempre que necessário.
As produções são bastante variadas. Uns preferem modelar coisas concretas como cinzeiros, bonecos, animais, flores e etc. Já outros se interessam pelas formas abstratas, não se importando em produzir algo figurativo. Vale ressaltar a grande produção de bichos de todas as espécies no atelier. É comum a produção de peixe, cachorro, elefante, borboleta, tartaruga, baleia e mais uma infinidade de animais modelados. Há clientes que optam por pintar suas peças e há outros que preferem não pintar. Lembrando que a pintura só pode ser realizada dias depois que a peça foi produzida, pois o barro precisa estar bem seco.
Vale observar que o silêncio durante a atividade é absoluto. Não interrompemos e não falamos, apenas deixamos o cliente livre para criar com o máximo de espontaneidade e concentração.
É incrível observar que mesmo nas condições as mais difíceis são capazes de manusear o barro com ímpeto e criatividade. O simples movimento de amassar o barro de olhos fechados já carrega em si algo terapêutico. As qualidades terapêuticas do barro são infinitas. A modelagem permite que a pessoa consiga dar forma para suas emoções e para as imagens que tomam conta do ser. Ou seja, através do trabalho com o barro a pessoa despotencializa a força que as imagens exercem sobre o individuo.
Há um grande numero de obras produzidas no atelier. Obras que indicam o que acontece no mundo interno dos clientes. Algumas constituem verdadeiras obras de arte, ainda que a Casa das Palmeiras não tenha a intenção de descobrir artista.
As obras constituem verdadeiro material para estudo e pesquisa.
As obras fazem parte do prontuário, isto é, livro vivo em material plástico.

Rodrigo Pires – estagiário de psicologia, responsável pela modelagem, 2009.
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